Devo dizer que li alguns capítulos em alta velocidade, e com a caneta do lado, anotando alguns pontos importantes para fazer um resuminho para vocês depois. Muito didático e interessante, e pioneiro se pensarmos que os livros americanos com o mesmo tema, que recolheram milhões como best sellers surgiram alguns anos depois, falando exatamente as mesmas coisas.
Meu almoço foi um grande prato de salada com uma panqueca de três queijos com cenoura e salsinha, no Restaurante Vegetariano Nampim, que fica na Rua Boa Morte, 1224, no Centro de Piracicaba - SP. É um lugar bem agradável, com música japonesa e atendimento nota dez.
Acredito que até tenha exagerado no prato de salada, porque no final não aguentava mais comer tanto, mas é a maldita mania de gordo de querer fartura no prato. No final até deu um pesinho na consciência ao perceber que meu prato de salada tinha ficado em R$ 9,50. Mas aí o alívio bateu logo em seguida, quando me lembrei que normalmente estaria comendo um pastel de queijo por R$ 3,00, um pastel de brócolis com catupiry por R$ 3,50, mais uma garrafinha de coca cola por R$ 3,00. O que era muito menos saudável e me deixava com fome alguns minutos depois. Isso se eu não comprasse um doce logo depois, como sobremesa.
Logo depois, tive uma pequena recaída na minha motivação. E não tinha percebido por que, até passar cinco minutos da crise.
Fui comprar uma calça de moleton e uma bermuda que fosse barata, para realizar meus exercícios todo dia. A mesma tinha que ser um tamanho maior, para me permitir elasticidade e ter um material relativamente resistente para o preço. Fui em duas grandes lojas, na Pernambucanas, ninguém me atendeu. As atendentes pareciam ter ojeriza por gordinho, passavam do meu lado, e fingiam nem me notar, sendo que olhavam na minha cara e continuavam andando. Depois de quatro minutos com as atendentes se desviando pelos corredores, resolvi sair da loja derrotado. Estava me sentindo mal porque as roupas ali eram todas PP, P, ou M e não entrariam nas minhas coxas jamais.
Corri para a Demanos, e lá estava acontecendo a mesma coisa. Fiquei por três minutos desfilando pelo corredor com alguns poucos vendedores se desviando de mim, outros conversando e fingindo não notar meu interesse pelas minúsculas calças de moleton, até que uma menina muito simpática resolveu me atender. Expliquei que precisa de um moleton G ou GG para realizar meus exercícios, e a mesma começou uma caçada por mais longos três minutos, até que achamos algumas calças G, e apenas uma GG. No provador, é óbvio que me apaixonei pela GG, pois com ela poderia fazer até Yôga, sendo que ela custava R$ 10,00 mais barato que a outra, e tinha um material muito melhor, além de ser forrada por dentro. A calça custou R$ 25,00 e é linda, vocês vão ver. Pena q não achei a mocinha pra perguntar o nome dela e agradecer depois o atendimento.
Aprendi minha lição
Quando saí da loja, apesar de ter conseguido comprar a calça, me passou pela cabeça deixar todo o resto para amanhã e desistir, sinceramente, estava meio depressivo. Liguei pra minha amiga, avisei que não ia dar pra ir na casa dela, e quase desisti de fazer as compras de alimentos também fugindo da dieta. Cinco minutos depois, consegui me centrar, e entender o quanto me senti humilhado por ser rejeitado na loja, e o quanto me rejeitei quando percebi que não existiam números para meu corpo. Por um momento, tive nojo de mim mesmo, raiva das vendedoras e não consegui reagir a nada, apenas querendo me esconder do mundo e fugir de mim mesmo. Se não tivesse percebido esse sentimento aquele momento, provavelmente iria pra casa, onde comeria muita besteira, me sentaria em frente a televisão, e de lá não levantaria tão cedo, sentindo um vazio enorme e sem saber de onde vinha minha insatisfação. Mas agora eu sei e não vou mais permitir isso acontecer, afinal, se hoje não tem muitas roupas no meu tamanho, não há problema, porque já estou no caminho pra resolver essa situação e da próxima vez, tenho de aprender a tirar o "vitimismo" da cabeça, erguer minha voz e exigir meu atendimento nota "dez". Seja onde for. .
No Mika Presentes, achei uma balança de banheiro que não é lá essas coisas não gente. Mas vai me ajudar a controlar o meu peso todo dia. Assim eu vou saber se estou me esforçando o suficiente, afinal, sem a balança não dá. É lógico que uma vez por semana, irei a uma balança na farmácia do bairro para pesar e verificar com precisão meu peso exato. A Balança custou cerca de R$ 23,80.
No Mercadão comprei Alho Poró, bananas, maças, nabo, tomates, alface crespa, alface lisa, cebola, alho, mamão, vargem, brócolis, cebolinha, fiz a festa por R$ 50,00. Estava tudo um pouco caro hoje, mas a idéia é a variedade no cardápio. Afinal, estou tirando muita besteira da minha dieta. Devo dizer que do Centro até minha casa já foi uma maratona, e como estou sem dormir, devo dizer que me encontro um pouco cansado, mas nada de descansar, após escrever tudo isso estou indo para o SESI onde vou pegar mais informações sobre como funciona as atividades físicas e as inscrições. Logo após vou começar uma pequena caminhada de uma hora, com intervalos de um minuto de corrida, a fim de acostumar meu corpo aos exercícios aeróbicos. Mas nada demais, porque até onde eu sei, corro risco cardíaco com meu peso, que aliás eu vou revelar no próximo post.
Abraços e até mais tarde.
Adorei a sua ideia, é uma ´otima forma de não desistir e seguir firme e forte, vc até me inspirou, estou pensando em paralelo a sua jornada, fazer a minha e eliminar o peso que tanto me incomoda!
ResponderExcluirSei como é discriminação, sofri mto na minha pré adolescencia e carrego algumas coisas até hoje. Só quem um dia viveu pode realmente compreender.
Parabéns pela ideia e mto sucesso. =D
Obrigado Lu... realmente somente quem passa pela discriminação que entende o seu efeito. O importante é ter energia para transformar tudo em algo positivo, e é exatamente isso q estamos tentando fazer não é mesmo ? Abraços.. e vamos em frente.
ResponderExcluir