segunda-feira, 4 de julho de 2011

Espelhos...

Estamos no Décimo Quarto Dia do meu novo ritmo de vida, e posso dizer que tive duas recaídas, a primeira não intencional e a segunda intencional.
A primeira foi quando fiquei doente, foram cinco dias perdidos em que não pude fazer praticamente nada, já que não segurava nada no estomago e no intestino. De certo modo até entendo esses cinco dias, mas os próximos três dias que se passaram, foram chamados de falha intencional. Falha intencional porque, apesar de saber que estava desmotivado, sem energia, e com minha dieta totalmente fora de ordem justamente por conta da doença e dos cinco dias em que não pude fazer muito por mim mesmo, me deixei levar e me entreguei a três dias de excessos.
Foram salgadinhos, pasteis, coca-cola... Não que não possa consumir isso, mas não devo exagerar e comer tudo de uma vez. Só pasteis foram quatro. Coca-cola três litros. Salgadinhos dois pacotes. Três paçocas. E duas barras de Chocolate. Em apenas três dias.
Como estava fraco, sentia muita necessidade de comer coisas energéticas e estava administrando bem isso por cinco dias, durante os cinco dias de doença comia comidas que repõem energias e dão satisfação e nutrientes necessários, sem entupir minhas veias de gorduras e açucares, mas foi passar o nojo de comida que aproveitei pra fazer besteira. E é lógico que não há exercício que queime esse monte de gordura e açúcar depois de consumido. Por isso hoje resolvi me lembrar do espelho.

Antes de começar o projeto "9 Semanas Podem Mudar Uma Vida ?", observei algo muito desagradável em minha vida. Havia eliminado os espelhos do quarto e da casa.
Sempre fui uma pessoa muito rica em alto estima, e que gostava de se olhar no espelho, se arrumar, demorava meia hora após o banho preparando o cabelo, sete minutos escovando os dentes, asseado, extremamente preocupado com o equílibrio entre higiene e limpeza. Olhava no espelho o dia todo.
Faz três anos, que percebi que eliminei todos os espelhos do quarto como se não quisesse mais me ver. E os espelhos foram apenas símbolo de algo mais profundo, pois hoje me sinto incapaz de permanecer mais do que cinco minutos preparando meu cabelo para sair de casa. Tem horas que até me esqueço de escovar os dentes, e as unhas são cortadas mais nos dentes do que aparadas no cortador. Criei um total descaso comigo mesmo, e eliminei meus espelhos.
Quando penso nos espelhos, penso em culpa. De certa forma, tudo o que perdi na vida há dois ou três anos atrás, mesmo estando ganhando muitas outras coisas por trás, não foi visto com bons olhos por alguma parte de minha alma.
Foi justamente o momento em que comecei a engordar mais, mesmo fazendo dieta, mesmo fazendo academia, mesmo mudando um pouco o ritmo de vida, nada mudava. Ganhava kilos após kilos e em três anos ganhei mais de 18 kilos.
Pelo menos ninguém percebeu que foi tanto assim, mas foi. E isso não me deixa mais aliviado, acredite.
Mesmo sabendo que as coisas ruins que nos acontecem, nem sempre são escolhas nossas, isso não nos impede de ligar as experiências ruins de agora, com sensações do passado, escondidas na memória, e muitas vezes nos culpar. E nessas horas, mais do que nunca a insistência de se cuidar diante do espelho ajuda.
Nessas horas, falar sobre suas impressões, seus medos, suas sensações, seus sentimentos e histórias com alguém sensato, e um bom ouvinte sempre ajuda, porque faz com que você perceba sua história com outros olhos. Outro método que gosto muito de usar, é o de Louise Hay.
Escute:



Enfim, não há caminho fácil para o equilíbrio. Você pode pagar um psicoterapeuta, pode conseguir sozinho sendo centrado e vivendo bem, mantendo diálogo consigo mesmo e com amigos íntimos. Pode espiritualizar-se.
Mas o importante é estar aberto a novos meios de perceber as realidades internas, que abafamos com o passar do tempo, e não deixar que as pequenas coisas se tornem monstruosas, na opressão da nossa auto estima.

Bom dia a todos.

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